7.7.11

O fantástico mundo de Zezinho.

As coisas não estavam indo nada bem para Zezinho. Fez tudo errado no seu novo empreendimento. Perdeu o pouco que tinha e contraiu dívidas. Perdeu o gosto por esportes. O relacionamento afundou por intolerância das duas partes. Amigos cada vez mais minguados. Família então, nem pensar. Zezinho era o anti-social.

Até que um dia Zezinho tomou uma decisão. Ele resolveu se mudar. Ele se mudou para a nova Passárgada. Ele se mudou para o fantástico mundo de Facebook.

Agora Zezinho é bonito, rico e cheio de amigos. Ele não tocava nenhum instrumento. Mas no fantástico mundo de Facebook, sim, ele toca. Ele não viajava muito, mas agora ele viaja. Chove mulheres na sua horta. Todas elas lindas e com vidas muito interessantes, como a vida de Zezinho.

Essa história que é uma mistura de Manuel Bandeira com matrix já está mais do que manjada. Só que ainda não sabemos o seu final. Meus fiéis 7 leitores, se é que ainda os tenho, poderão me ajudar.

Dizem por aí que ninguém substitui quem morre. Mas sobra mais um espacinho pra quem permanece vivo. Se a regra valer pra essa nova era virtual, haverá mais espaço em nossas montanhas, praias e cachoeiras. E poluiremos apenas as nuvens virtuais com zilhões de terabytes.

Após vários anos enfiado em várias redes sociais, reais e virtuais, cheguei a algumas conclusões:

A matemática: A quantidade de amigos que você tem é inversamente proporcional ao tempo que você tem para se dedicar a cada um deles.

A empreendedora: Tudo que acontece de ruim comigo em uma rede social é culpa minha. Pode ser ingenuidade, burrice, falta de experiência ou o que for. Mas é minha a culpa. Sempre colhemos o que plantamos.

A pessimista: Zezinho percebe que envelheceu e não viveu. Tudo não passou de uma ilusão. E agora, José?


Próxima história: Mariazinha, a Tuiteira. (just kidding)
PS: É muito bom estar de volta!!!




22.5.09

É Zero caloria


Baia não engorda. Não satura. Não tem colesterol. Não cansa.

Em Habeas Corpus ele é muito mais Bob Dylan que o Zé Ramalho e a Mallu Magalhães juntos. Cada sílaba possui um timbre próprio, anasalado, carioca e nordestino ao mesmo tempo.

Tendo um Gabriel Moura pra cruzar, Baia cabeceia bem! Se eu fosse o Raul, cantaria suas composições.

Um bom samba-do-crioulo-doido é sempre bem-vindo. Porém Baia lança histórias interessantíssimas com nexo, começo, meio e fim. Até nos oferece o sabor da interpretação.

Em "Ótima", ele é o Rogê com sotaque de Pedro Luís. Sambinha quase politicamente incorreto que brinca com proparoxítonas. Sem pressa de acabar.

Com tango dentro xote, palavras não usuais, jongos, malemolência recifence. Livra-se dos livros e desafia a lâmina afiada.

Ótimo!!!!





19.5.09

Parodiando Maria Amélia com o seu sol...

Chega de você.
Com a sua cultura inútil você não me deixa pensar.
Põe na minha cabeça futilidades.
Rouba meu precioso tempo de criar e me aprimorar.
Me empurra coisas que eu não quero comprar.
Aos domingos me deprime.
Me hipnotiza e não me deixa sair da sua frente.
Me deixa burro! Muito burro demais.
Quando eu te pago, você melhora um pouco.
Mesmo assim me deixa burro!
Muito burro demais.

11.10.08

O Jorjão

Já tenho uma blogueira famosa de amiga. A Maria Amélia. Ela conseguiu 8 comentários em uma só postagem. Todos meus leitores reunidos não lotam um fusca. Estou até pensando em trabalhar para ela. Aceito o pagamento em chopp.

Só posso escrever sobre música agora. É uma evolução. Temos que nos especializar em algo ou ficamos medíocres em tudo. Assim pensavam os norteamericanos, que acham, em sua maioria, que temos girafas em nossas ruas.

Tomarei Nelson Motta como inspiração. O cara não mete pau em ninguém, é pegador, compôs "Dancing Days" e "como uma onda", participou um tempão do Conexão Manhattan e sabe apreciar o antigo e o moderno. E pra finalizar a babação de ovo, ele conseguia ser amigo do Tim Maia.

Vou começar falando do Jorjão. O Bitt, meu amigo do Méier, tava me falando que o Jorjão ficava vagando pelas ruas contando suas idéias para quem quisesse ouvir. E ninguém tinha muita paciência pra isso. O Jorjão era quase um mendigo. Certa vez ele encontrou o Bitt na rua e disse: "Cara, to fazendo umas misturas de samba e funk americano que ta ficando o bicho." E Bitt respondeu: "Tá Jorjão. Qualquer dia tu me mostra isso".

O Jorjão era o pedidor de cancha mais conhecido dos bares. Tava sempre pedindo pra tocar uma musiquinha. Deve ter levado muito não na sua carinha feia. Sua vida já era difícil e ficou mais esquisita quando seu irmão foi assassinado. Passou a vagar pelas ruas quase como um mendigo. Dizem até que vendia um bagulhinho.

Hoje, Seu Jorge é o cara. Eu descobri ele um pouco antes de vocês, meus caros 5 leitores, através do Faride, grande músico que não está mais conosco e terá uma postagem só pra ele nesse blog. Assim que conheci as músicas do "farofa", me identifiquei muito. E influenciado por Faride e Seu Jorge, joguei muito mais suingue nos meus violões de aço e nylon. Seu Jorge é a cara do Rio. É o vendedor de mate de Ipanema. É o flanelinha. É o cara que se vira, apanha e volta pra apanhar mais. Nada nele é genial. Mas o conjunto resolve. Nas minhas crises de inveja insana, penso que Faride ou Eu poderíamos ser o Seu Jorge. Eu até sou bem mais bonitinho. Mas Jorge foi mais guerreiro. Partiu pra dentro. Hoje recusa cachês de cem mil reais.

Dizem também que ele rouba composições, é de difícil relacionamento e que comeu a Ana Carolina. Não o culpo... Eu também a comeria...

Hoje a cultura carioca é apresentada ao mundo por ele. Para melhor entender o Jorjão, recomendo o álbum "The life Aquatic" onde ele apenas interpreta com violão e voz, quinze canções de David Bowie. Imperdível.

Maria Amélia, onde serão os chopes mesmo???

 
 


  

9.8.08

Joga futebol?

Fui criado em bairro. Bairro futebolístico. Onde se valorizava família, trabalho e futebol. Principalmente futebol. Meu pai era um bom boleiro. Principalmente quando eu estava vendo. Ele queria fazer bonito pro filhão. Zagueirão. Dava umas porradas lá de trás. Jogava bem.

Domingo era futebol de manhã e depois cerveja. Para as crianças, salgados de boteco e refrigerantes. E escutar as conversas do pós-futebol. Era bom demais. Estar com o pai nessas horas é bom demais.

Sempre que um amigo antigo de meu pai o encontrava a seqüência de perguntas era sempre a mesma:

É seu filho?

Sim...

Joga futebol?

É... É goleiro!(meio sem graça)

Fui um bom goleiro. Até cansar.

A minha relação com o futebol sempre foi de admiração e respeito. Muito longe da paixão. Bem diferente de meu pai. Um jogo de Brasil e Alemanha(feminino) me atrai bem mais do que um Vasco X Ipatinga.

Meu sobrinho não leva jeito pro futebol. Ele gosta de dançar. Não vivemos na China, mas gostar de dançar break e imitar Michael Jackson não era (é) tão bem visto quanto fazer muitos gols em uma pelada. Mas meu sobrinho sofrerá menos preconceito que eu. Na minha época, ser fã de Ney Matogrosso era muito complicado. Ainda sou, E me orgulho muito de ter tido o gosto musical e artístico que eu tinha na idade do meu sobrinho. Ney Matogrosso dançando e cantando me encanta. E muito. Ele sobra. É único. Com talento facilmente reconhecido em todo o mundo.

Eu também gostava de dançar. Muito mais do que jogar futebol. Arte por arte. Cada um com a sua. Da dança passei a produzir música e ritmos. E dançar os ritmos que produzo.

29.7.08

Dias de Pingüim

Esta postagem serve apenas para mim... Preciso fazer as pazes com meu blog e provar a mim mesmo que sou capaz de tornar um assunto totalmente banal agradável aos meus 5 leitores diários.

Tento tirar proveito de situações adversas. Isto é, quando não posso fazer o que quero, aproveito pra fazer o que preciso. Porém o frio simplesmente impede que meu cérebro funcione corretamente. Ele me trava totalmente. Pelo menos quando estou em casa.

O frio faz-me comer. Faz-me sentir preguiça. Faz-me comer mais. E sentir mais preguiça. E também me faz publicar postagens totalmente piegas como esta.

Meu nariz entope. Minha pele mofa. Os vírus se apoderam de minhas bactérias de estimação. Minhas articulações berram quando eu inicio minhas corridas matinais e para tomar coragem para sair de casa eu tenho que me inspirar em Rocky Balboa. Um marmanjo de 34, se inspirando em uma ficção para correr. Bem... Ele deve ter se inspirado em alguém para fazer o filme. O importante é o resultado.

Não sinto vontade de pegar no violão, nem de escrever. Ligo a TV e fico em frente a ela até me sentir congelado. Sempre comendo alguma gordura que segue direto para meus pneuzinhos.

A solução seria chegar em casa apenas na hora de dormir. Pra isso, preciso arrumar uma forma de passar o tempo à noite...

No local de trabalho, fico louco, workaholic. No boteco, viro alcoholic e gordurolic. Talvez alguma igreja, ou reuniões tipo amway, rotary, lions, herbalife, jipeiros, ou qualquer outra chatice dessas. Um curso seria uma boa. Mas nessa cidade, bons cursos são raros. E no inverno, os ácaros dos casacos guardados sempre seguem direto para as minhas narinas quando participo de um curso noturno.

Academia e depois sauna. Tá melhorando. Acho que vou tentar essa. Mas sou um tremendo anti-social na academia. Pra mim, quanto menos gente melhor.

Gosto de suar e de ficar sem camisa. Que saudades dos meus banhos frios... Acho que o aquecimento global foi passar o inverno em outro lugar. Aqui ele não apareceu. Pensando bem. Se não fossem esses longos e tenebrosos invernos, eu perderia a noção da maravilha que é o verão em Itaipava. Não entremos na filosofia: O que seria do bonito se não fosse o feio...

E se eu tivesse nascido em Londres? Como eu seria? Acho que eu seria um bom trabalhador. Pra ter grana pra instalar uma boa calefação na minha casa. Ou encheria a cara no pub até meia noite todos os dias para conseguir dormir.

Acho que já consegui aquecer meus dedos. Vou indo nessa. Desculpe pelo excesso de banalidade.