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Postagens

Dias de Pingüim

Esta postagem serve apenas para mim... Preciso fazer as pazes com meu blog e provar a mim mesmo que sou capaz de tornar um assunto totalmente banal agradável aos meus 5 leitores diários. Tento tirar proveito de situações adversas. Isto é, quando não posso fazer o que quero, aproveito pra fazer o que preciso. Porém o frio simplesmente impede que meu cérebro funcione corretamente. Ele me trava totalmente. Pelo menos quando estou em casa. O frio faz-me comer. Faz-me sentir preguiça. Faz-me comer mais. E sentir mais preguiça. E também me faz publicar postagens totalmente piegas como esta. Meu nariz entope. Minha pele mofa. Os vírus se apoderam de minhas bactérias de estimação. Minhas articulações berram quando eu inicio minhas corridas matinais e para tomar coragem para sair de casa eu tenho que me inspirar em Rocky Balboa. Um marmanjo de 34, se inspirando em uma ficção para correr. Bem... Ele deve ter se inspirado em alguém para fazer o filme. O importante é o resultado. Não sinto vontad...

Influências vinílicas

Vai uma mentirinha aí?

Não acreditem em mais nada do que direi a partir de hoje. Só direi coisas para agradar meus amigos. Não gosto de provocar dor. E a verdade dói. E como dói. Esse é um antigo ditado que a cada dia e a cada relacionamento se torna mais verdadeiro. Mas por que será que hoje em dia as pessoas estão cada vez mais sensíveis à verdade? Eu com minhas teorias: o relacionamento amigo-amigo está cada vez mais sendo substituído pelo profissional-cliente, desta forma, fala-se sempre o que o cliente quer ouvir: Mentira!!! Antigamente ouvíamos verdades todos os dias, hoje em dia só bem de vez em quando. É como fazer alongamentos. Todo dia não dói... Hoje em dia uma simples verdade pode destruir uma velha amizade ou um relacionamento e ainda causar um ódio mortal ad eternium... A partir de hoje jamais encerrarei um relacionamento dizendo a verdade. Darei as tradicionais mentiras masculinas, que são perfeitas e te deixam com aquele jeitão de cafajeste simpático. - Você é a pessoa certa no momento errado...

O muro

Certa vez, indagado por meus pais sobre o que eu queria ser, prontamente respondi: “Eu quero ser lixeiro!” Acho que não preciso comentar a bronca que eu levei. Há alguns dias atrás fui de carro atrás de um caminhão de lixo até o centro da cidade, sem conseguir ultrapassá-lo. Mas só quis fazê-lo no início, depois perdi a vontade. Parece que meus pais não entendem nada mesmo. Passei a apreciar a alegria dos três lixeiros que ali estavam em solavancos, rindo e brincando entre as saídas para pegar os sacos de lixo. Recordei que sempre foi assim, desde os meus seis anos, a imagem que o lixeiro de minha cidade me passa é a imagem de alguém feliz com o que faz. Não venho aqui dizer que a vida é bela e tudo é lindo, porém se eu estivesse dentro de um barraco, desempregado, invisível, no alto de um morro e sem dois reais para dar uma volta pela cidade de ônibus, um emprego de lixeiro iria me trazer tudo que precisava naquele momento: movimento, algum status, e a aproximação com um mundo que ins...

Comportamento Geral

Gonzaguinha está na moda. Carnaval está na moda. É carnaval!!! Digo carnaval carnaval, e não o “feriado carnaval”. Ele era carnaval. Um comunistazinho que não aceitava as diferenças sociais, porém também não considerava o carnaval culpado disso. Muito menos a cervejinha gelada com a batucada após o trabalho. E nós estamos por aí... A rapaziada de Gonzaguinha parece estar voltando. Junto com o samba, a malandragem, os blocos de carnaval e a tristeza logo após a alegria. A moda gira, e trás de volta o que era bom e não teve o valor que merecia. O carnaval carioca é o que há! Tim Lopes deixou muita saudade naquela reportagem em que finge ter uma câmera de brinquedo e filma de verdade. Aquilo foi uma idéia brilhante, de um verdadeiro folião. Nesse ano pretendo preparar uma mamadeira de dois litros de vodka com alguma fruta, vestir uma peruca qualquer e cair nas ruas do meu bairro, cantando a canção que me surgir. Deram-me essa oportunidade. Devo agarrá-la com unhas e dentes. E que tal ca...

Run, Forest, run!!!

Hoje de manhã eu precisava correr! Meu corpo e mente me imploravam por isso. Após uma semana de rotinas e gorduras, eu precisava mesmo correr. Ao decorrer desta crônica isso será melhor explicado! Drauzio Varella disse certa vez: O cérebro é uma máquina(ou coisa parecida) que exercitamos com a leitura e oxigenamos com os exercícios físicos. Não está entre aspas porque não foi exatamente assim que ele disse. Me apoiando nos ombros do gigante Drauzio, eu posso ir, com humildade, até um pouco além. Pelo menos a minha mente, para manter-se sã, necessita de suor, samba e cerveja. Ou algo parecido com isso. Gostaria de saber os efeitos químicos e físicos de um tambor batendo ritmado em uma tribo primitiva ou em uma rave (mais primitiva ainda). As constatações oculares são nítidas: Excitação coletiva e alívio dos estresses causados pelas rotinas. Ou o famoso “soltar dos bichos” O exercício físico também tem ritmo, então pode fazer o mesmo efeito em nosso cérebro. Baseado nisso crio agora algu...

Hoje é dia de arte!

Tenho dedicado muito tempo com futilidades e pouco tempo com coisas mais importantes no meu tempo livre. Aliás, O que é tempo livre? O que são coisas importantes? Importantes pra quem? Comecei muito mal esse texto! Vamos tentar novamente: Apesar de ter sido um dia normal de trabalho, consegui hoje dedicar parte do meu tempo, normalmente utilizado com cultura inútil, para admirar arte. E não foi a música, arte pela qual dedico parte maior do meu tempo. Tempo para artes, lógico! Assisti ao desfile da Osklen, pela GNT e ao filme Saneamento Básico. Ambos me tornaram um carinha mais feliz, pelo menos nesse fim de dia. Fizeram-me até escrever. Coisa que eu não fazia há um tempo. Escasso tempo para artes... O primeiro mostra a moda com o jeito Oskar! Sempre humilde, criativo, carioca, consciente e capaz de conquistar o mundo com essas qualidades. É aquela lojinha de Búzios, que cresceu comigo, chegando a Tókio e Europa, levando o estilo e a cultura carioca para a admiração de todos. O segundo...